Alternativa B
O rastreamento (ou triagem) é uma estratégia fundamental de saúde pública voltada para a detecção precoce de doenças ou condições de risco em indivíduos que ainda não apresentam sintomas clínicos evidentes.
Este conceito está diretamente ligado à redução da mortalidade e morbidade através da intervenção antes que a doença progrida para estágios mais graves. Para classificar corretamente essa ação, é necessário entender os níveis de prevenção definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Análise
- Prevenção Primária: Ações tomadas para evitar o surgimento da doença (ex: vacinação, uso de preservativos, educação em saúde). O foco é na ausência de doença.
- Prevenção Secundária: Focada na detecção precoce de doenças em fase inicial, geralmente em pacientes assintomáticos, visando interromper ou retardar a evolução da patologia. O rastreamento é a principal ferramenta aqui (ex: mamografia, Papanicolau, teste glicêmico).
- Prevenção Terciária: Medidas aplicadas após o diagnóstico estabelecido para reduzir complicações, incapacidades e promover reabilitação (ex: fisioterapia pós-AVC, tratamento de hipertensão já diagnosticada).
- Prevenção Quaternária: Proteção do paciente contra intervenções médicas excessivas ou desnecessárias (sobre-medicalização).
No enunciado, a chave é a expressão "aplicação de testes em pessoas assintomáticas". Isso caracteriza a busca por um diagnóstico precoce, que é a essência da prevenção secundária.
Portanto, o rastreamento não previne o aparecimento da doença (primária), nem trata a doença instalada (terciária), mas sim detecta precocemente para permitir intervenção oportuna.
Alternativa B.