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Um homem de 68 anos, portador de enfisema pulmonar e de fibrilação atrial (FA) permanente, encontra-se internado na sala vermelha de uma unidade de pronto-atendimento em razão de exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica. Subitamente, ele apresenta dessaturação e apneia. A equipe observa que o paciente encontra-se em parada cardiorrespiratória, a despeito de manter o ritmo de FA — agora em alta urgência e ausência de expansibilidade em hemitórax direito, mesmo com a ventilação com bolsa-máscara; além disso, a percussão local revela timpanismo. Já foi administrada uma dose de 1 mg de epinefrina intravenosa. Diante do quadro desse paciente, a conduta indicada é

Um homem de 68 anos, portador de enfisema pulmonar e de fibrilação atrial (FA) permanente, encontra-se internado na sala vermelha de uma unidade de pronto-atendimento em razão de exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica. Subitamente, ele apresenta dessaturação e apneia. A equipe observa que o paciente encontra-se em parada cardiorrespiratória, a despeito de manter o ritmo de FA — agora em alta urgência e ausência de expansibilidade em hemitórax direito, mesmo com a ventilação com bolsa-máscara; além disso, a percussão local revela timpanismo. Já foi administrada uma dose de 1 mg de epinefrina intravenosa.

Diante do quadro desse paciente, a conduta indicada é

  1. proceder à imediata cardioversão elétrica da fibrilação atrial.
  2. realizar toracocentese imediata no 5º espaço intercostal direito.
  3. substituir as próximas doses de adrenalina por amiodarona.
  4. providenciar esternotomia imediata para massagem cardíaca interna.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Realizar toracocentese imediata no 5º espaço intercostal direito.

Diagnóstico Clínico

O caso apresentado é clássico para Pneumotórax Hipertensivo (Tension Pneumothorax).

Os sinais clínicos que sustentam este diagnóstico são:

  • Histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC/emfisema): Pacientes com bolhas enfisematosas têm alto risco de ruptura espontânea de bolhas, causando pneumotórax.
  • Parada cardiorrespiratória súbita: Ocorre devido ao aumento da pressão intratorácica que comprime o coração e os grandes vasos.
  • Turgência jugular: Indica obstrução ao retorno venoso sistêmico para o coração direito.
  • Ausência de expansibilidade e timpanismo no hemitórax direito: Confirma a presença de ar na cavidade pleural direita (pneumotórax).
  • Dificuldade de ventilação: Mesmo com bolsa-máscara, o ar não entra adequadamente devido ao colapso pulmonar por pressão positiva.

Justificativa da Conduta

Em uma parada cardiorrespiratória (PCR) onde há suspeita forte de pneumotórax hipertensivo, a prioridade absoluta é a descompressão imediata da cavidade pleural.

  • Tratamento: Deve-se realizar descompressão com agulha (toracocentese de alívio) seguida, idealmente, de drenagem torácica (pequeno dreno).
  • Localização: Embora o 2º espaço intercostal linha médio-clavicular seja um local comum, o 4º ou 5º espaço intercostal na linha axilar anterior também é indicado, especialmente em pacientes com tórax grande ou musculatura desenvolvida, para garantir que se atravesse a parede torácica e libere o ar.
  • Lado: A intervenção deve ser feita no lado afetado (direito, conforme o exame físico descrito).

Análise das Alternativas Incorretas

  • Alternativa A (Cardioversão): O paciente está em fibrilação atrial com resposta ventricular rápida. Porém, tentar cardioverter sem liberar a tensão do pulmão falhará, pois a causa da instabilidade hemodinâmica é mecânica (pressão), não elétrica.
  • Alternativa C (Amiodarona): Antiarrítmicos tratam ritmos cardíacos, mas não resolvem a compressão cardíaca causada pelo ar no tórax.
  • Alternativa D (Esternotomia): Toracotomia em sala de emergência é reservada geralmente para traumas penetrantes no tórax ou paradas com baixo tempo de espera em contexto traumático. Não é a conduta primária para pneumotórax hipertensivo médico.

Portanto, a conduta correta é a liberação da pressão intratorácica através da toracocentese/imediata descompressão no lado comprometido.

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