Alternativa C
O caso clínico apresentado é altamente sugestivo de um quadro de Diverticulite Aguda. O paciente apresenta os sinais clássicos da doença, incluindo dor em fossa ilíaca esquerda, febre, leucocitose e massa palpável abdominal.
Diagnóstico Clínico
Os principais elementos que apontam para diverticulite são:
- Localização da dor: Fossa ilíaca esquerda (comum em adultos mais velhos).
- Sinais inflamatórios: Febre de 38°C e aumento de leucócitos com bastões.
- Histórico: Episódios anteriores semelhantes e massa palpável (possível flegmão ou abscesso).
- Idade: Paciente acima de 50 anos (faixa etária típica).
Avaliação dos Exames Complementares
| Exame | Utilidade no Caso | Limitações/Riscos |
|---|
| Tomografia (TC) | Padrão-ouro. Visualiza divertículos, espessamento da parede e complicações (abscessos). | Radiação ionizante (baixo risco comparado ao benefício). |
| Colonoscopia | Contraindicada na fase aguda. Usada após resolução para afastar câncer. | Risco de perfuração do intestino inflamado. |
| Ultrassom | Auxiliar, mas limitado por gases intestinais. | Dependência do operador; menor acurácia para complicações. |
| Radiografia | Apenas para ver ar livre (perfuração) ou íleo. | Baixa sensibilidade para o diagnóstico direto. |
Por que a Tomografia é a Melhor Escolha?
A tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de maior acurácia nesta situação porque permite:
- Confirmar o diagnóstico de diverticulite.
- Estadiar a gravidade da doença (Classificação de Hinchey).
- Avaliar se há formação de abscesso ou fístula.
- Descartar outras patologias, como tumores malignos, especialmente considerando o histórico de hematoquezia.
A realização de uma colonoscopia imediata seria perigosa devido ao risco de perfuração intestinal. Portanto, a imagem já selecionada corretamente é a Tomografia de abdome com contraste.