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Um homem com 26 anos é levado por amigos ao pronto-socorro devido a palpitações, tonturas e mal-estar. Relata que a sintomatologia iniciou abruptamente há 2 horas. Os amigos contam que estavam com ele em uma festa e confirmam consumo de bebida alcoólica, mas negam consumo de drogas ilícitas. O paciente não apresenta episódios prévios ou comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se com pulso irregular, com frequência cardíaca em torno de 123 bpm. A pressão arterial é de 118 x 68 mmHg e, à ausculta cardíaca, não apresenta sopros, mas verifica-se ritmo irregular, não se constatando outras alterações nesse exame. O eletrocardiograma mostra linha de base serrilhada, presença de onda F, intervalo RR irregular e frequência de 125 bpm. Nesse contexto, a abordagem desse paciente deve incluir

Um homem com 26 anos é levado por amigos ao pronto-socorro devido a palpitações, tonturas e mal-estar. Relata que a sintomatologia iniciou abruptamente há 2 horas. Os amigos contam que estavam com ele em uma festa e confirmam consumo de bebida alcoólica, mas negam consumo de drogas ilícitas. O paciente não apresenta episódios prévios ou comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se com pulso irregular, com frequência cardíaca em torno de 123 bpm. A pressão arterial é de 118 x 68 mmHg e, à ausculta cardíaca, não apresenta sopros, mas verifica-se ritmo irregular, não se constatando outras alterações nesse exame. O eletrocardiograma mostra linha de base serrilhada, presença de onda F, intervalo RR irregular e frequência de 125 bpm. Nesse contexto, a abordagem desse paciente deve incluir

  1. uso de betabloqueador.
  2. desfibrilação ventricular.
  3. massagem de seio carotídeo.
  4. administração de lidocaína endovenosa.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - Uso de betabloqueador

Diagnóstico e Conduta

O caso clínico descreve um paciente jovem com taquicardia supraventricular aguda. Os achados do eletrocardiograma são fundamentais para o diagnóstico:

  • Linha de base serrilhada: Característica clássica.
  • Presença de onda F: Confirma a presença de atividade atrial organizada, típica de Flutter Atrial.
  • Intervalo RR irregular: Indica bloqueio AV variável (ex: 2:1, 3:1, 4:1 intercalados).

Como o paciente está hemodinamicamente estável (Pressão Arterial 118 x 68 mmHg, pulso presente), não se indica cardioversão elétrica imediata nem desfibrilação. O objetivo principal é o controle da resposta ventricular rápida (frequência de 125 bpm) que causa os sintomas (palpitações, tontura).

Análise das Alternativas

  • A) Uso de betabloqueador: CORRETA. Em pacientes estáveis com Flutter Atrial sintomático, o controle da frequência ventricular é a primeira linha terapêutica. Betabloqueadores (como metoprolol) ou bloqueadores de canais de cálcio não di-hidratados (como verapamil/diltiazem) reduzem a condução através do nó AV, diminuindo a frequência cardíaca.
  • B) Desfibrilação ventricular: INCORRETA. A desfibrilação é indicada apenas em casos de arritmias instáveis (sem pulso, choque cardiogênico) ou na morte súbita cardíaca. Pacientes com Flutter Atrial geralmente recebem cardioversão elétrica sincronizada se necessário, mas nunca desfibrilação (não sincronizada).
  • C) Massagem de seio carotídeo: INCORRETA como tratamento definitivo. Embora seja uma manobra vagal útil para tentar identificar o ritmo (aumentando o bloqueio AV e revelando as ondas F) ou frear temporariamente a frequência, ela raramente termina o Flutter Atrial permanentemente. É um passo inicial diagnóstico, mas a medicação é necessária para o controle sustentado dos sintomas.
  • D) Administração de lidocaína endovenosa: INCORRETA. A lidocaína é um antiarrímico Classe Ib utilizado principalmente para taquicardias ventriculares, não para arritmias supraventriculares.

Conclusão

O tratamento farmacológico padrão para controle de frequência em Flutter Atrial estável envolve agentes que atuam sobre o nó AV. Portanto, a administração de um betabloqueador é a abordagem correta para estabilizar o paciente.

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