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Medicina Múltipla Escolha

Paciente de 49 anos procura atendimento médico relatando que, há 1 mês, não consegue dormir adequadamente por causa de intensas ondas de calor, o que a deixa cansada, irritada e deprimida. Relata dispareunia de penetração e vagina seca. Fez histerectomia e salpingoforectomia bilateral há 3 meses e exame anatomopatológico revelou: adenomiose, hidrossalpinge em ambas as tubas uterinas, cistos de endometriose em ovário direito e focos de endometriose no peritônio. Nega comorbidades. Nesse caso, a conduta mais indicada é

Paciente de 49 anos procura atendimento médico relatando que, há 1 mês, não consegue dormir adequadamente por causa de intensas ondas de calor, o que a deixa cansada, irritada e deprimida. Relata dispareunia de penetração e vagina seca. Fez histerectomia e salpingoforectomia bilateral há 3 meses e exame anatomopatológico revelou: adenomiose, hidrossalpinge em ambas as tubas uterinas, cistos de endometriose em ovário direito e focos de endometriose no peritônio. Nega comorbidades. Nesse caso, a conduta mais indicada é

  1. fitoterápicos, pelo histórico de adenomiose e endometriose.
  2. antidepressivos tricíclicos, já que a hormonioterapia é contraindicada.
  3. estrogenioterapia exclusiva, uma vez que a paciente passou por histerectomia.
  4. tratamento hormonal estro-progestativo, considerando que a paciente apresentou quadro de endometriose.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D - Tratamento hormonal estro-progestativo, considerando que a paciente apresentou quadro de endometriose.

Diagnóstico e Conduta

A paciente apresenta quadro de menopausa cirúrgica (histerectomia + salpingooforectomia bilateral) com sintomas vasomotores intensos (ondas de calor, insônia), distúrbios do sono, humor e sinais de atrofia urogenital (vagina seca, dispareunia). A conduta padrão para alívio desses sintomas é a Terapia Hormonal (TH).

No entanto, há uma particularidade importante no histórico da paciente: Endometriose.

Análise Detalhada das Opções

OpçãoAvaliaçãoJustificativa
AIncorretaFitoterápicos têm eficácia limitada para casos moderados/graves como este (insônia, depressão, dor intensa).
BIncorretaAntidepressivos tricíclicos não são a primeira linha. A TH é segura se manejada corretamente; endometriose não é contraindicação absoluta.
CIncorretaEstrogênio exclusivo estimula o crescimento de tecido endometrial ectópico. Risco de reativação da endometriose.
DCorretaA combinação protege contra a recorrência da endometriose enquanto trata os sintomas da menopausa.

Por que Estro-Progestativo e não Apenas Estrogênio?

  1. Regra Geral: Em mulheres submetidas à histerectomia (retirada do útero), geralmente usa-se apenas estrogênio, pois não há risco de câncer de endométrio.
  2. Exceção (Este Caso): Pacientes com histórico de endometriose requerem cuidado redobrado. O estrogênio promove a proliferação de implantes endometrióticos.
  3. Papel do Progestogênio: Os progestogênios possuem efeito antiproliferativo sobre o tecido endometriótico, induzindo sua atrofia.
  4. Conclusão Clínica: Para tratar a menopausa sem estimular a doença pré-existente, a melhor opção é a terapia combinada (Estrogênio + Progestogênio), conforme descrito na alternativa D.

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