Medicina Múltipla Escolha

F.N.B., 23 anos, primigesta, IG 40 semanas e 3 dias, internada há 4 horas por diagnóstico de trabalho de parto. Ao exame físico, TV: colo 5 cm, fino, medianizado, bolsa íntegra, apresentação cefálica, DU: 3/10'/40". O partograma demonstra ausência de dilatação cervical há 3 horas. O provável diagnóstico e conduta que pode ser adotada são, respectivamente:

F.N.B., 23 anos, primigesta, IG 40 semanas e 3 dias, internada há 4 horas por diagnóstico de trabalho de parto. Ao exame físico, TV: colo 5 cm, fino, medianizado, bolsa íntegra, apresentação cefálica, DU: 3/10'/40". O partograma demonstra ausência de dilatação cervical há 3 horas. O provável diagnóstico e conduta que pode ser adotada são, respectivamente:

  1. distocia funcional; amniotomia.
  2. distocia funcional; cesárea.
  3. desproporção céfalo pélvica; cesárea.
  4. fase latente do trabalho de parto; ocitocina.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Desproporção céfalo pélvica; cesárea.

Análise Didática

Este caso clínico apresenta uma situação clássica de distúrbio da progressão do trabalho de parto, exigindo identificação rápida do diagnóstico e conduta adequada para garantir a segurança materna e fetal.

1. Identificação da Fase do Trabalho de Parto

  • Dilatação Cervical: A paciente apresenta 5 cm de dilatação.
  • Critérios: Segundo os critérios clássicos (Figura de Friedman) e utilizados no Brasil, a fase ativa do trabalho de parto inicia-se geralmente aos 4 cm de dilatação.
  • Conclusão: A paciente encontra-se na fase ativa, pois já ultrapassou os 4 cm.

2. Diagnóstico Clínico

  • Sinal de Alerta: O partograma demonstra ausência de dilatação há 3 horas.
  • Significado: Na fase ativa, espera-se progressão contínua (dilatação mínima de 1 cm/hora para primigestas). Uma parada de dilatação prolongada (geralmente > 4 horas em critérios antigos ou > 2-3 horas em critérios modernos) indica falha na condução do parto.
  • Causa Provável: A causa mais comum de parada de dilatação na fase ativa, especialmente sem menção de hipotonia uterina (contrações fracas), é a Desproporção Céfalo-Pélvica (DCP). Isso ocorre quando a cabeça fetal não consegue passar pela pelve materna devido ao tamanho incompatível ou posição inadequada.

3. Conduta Terapêutica

  • Indicação de Cesariana: Diante da suspeita de DCP ou falha na progressão na fase ativa, a conduta recomendada é a interrupção do trabalho de parto vaginal através da cesariana.
  • Riscos: Manter o trabalho de parto nesse cenário aumenta o risco de ruptura uterina, sofrimento fetal agudo e infecção puerperal.
  • Por que não Ocitocina? Embora a ocitocina seja usada para potencializar contrações (hipotonia), ela não resolve uma barreira mecânica (DCP). Usá-la em caso de DCP pode precipitar a ruptura uterina.

Resumo Comparativo

SituaçãoFaseConduta Padrão
Latência prolongada< 4 cmRepouso / Sedação
Parada na Fase Ativa$\ge$ 4 cmCesariana (suspeita de DCP)
Hipertonia UterinaQualquer faseTocolíticos / Repouso

Conclusão: A combinação de dilatação estagnada na fase ativa (5 cm) e a impossibilidade de avanço apontam para uma causa mecânica (Desproporção Céfalo-Pélvica), cuja resolução segura é a cirurgia (Cesariana).

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