Resposta
Alternativa E - A duração da segunda fase do trabalho de parto é variável, porém geralmente, no primeiro parto, o nascimento ocorre em 3 horas, enquanto nos partos subsequentes, o nascimento ocorre em 2 horas.
Justificativa Didática
A questão solicita identificar a afirmação INCORRETA baseada nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre cuidados intrapartos. A alternativa E contém um erro conceitual fundamental ao confundir tempo médio com limite de intervenção.
Análise Detalhada
- Erro na Alternativa E:
- As diretrizes da OMS estabelecem que a segunda fase do parto (fase expulsiva) pode durar até 3 horas em nulíparas (primeiro parto) e até 2 horas em multíparas (partos subsequentes).
- Essas cifras representam o limite máximo tolerável antes de se considerar a necessidade de avaliação para intervenção (como uso de fórceps ou cesárea), e não a duração "geral" ou média do processo.
- Na prática clínica real, a duração média da segunda fase é significativamente menor (geralmente entre 30 minutos a 1 hora em nulíparas, e menos em multíparas). Dizer que "geralmente ocorre em 3 horas" é estatisticamente incorreto.
- Correção das Outras Alternativas:
- Alternativa A (Correta): Define a fase ativa. Embora a OMS recente (2018) sugira iniciar a fase ativa em 6 cm, a definição clássica e amplamente aceita em provas inclui o intervalo de 5 cm a 6 cm como início da fase ativa, caracterizado por contrações regulares e progressão.
- Alternativa B (Correta): Refere-se aos limites de tempo para a fase ativa. Embora o modelo clássico de Friedman tenha sido revisado, a afirmação de que a fase ativa "usualmente não se estende além" desses períodos serve como um parâmetro de normalidade histórica e de segurança, indicando que tempos superiores podem requerer atenção.
- Alternativa C (Correta): Descreve a lógica do Partograma de Alerta. A taxa de dilatação de 1 cm/hora é o padrão utilizado para traçar a linha de alerta; velocidades inferiores indicam risco de desfecho adverso (distócia).
- Alternativa D (Correta): A OMS recomenda veementemente contra a episiotomia rotineira. A prática deve ser seletiva, ou seja, realizada apenas quando há indicação clínica clara (risco de laceração grave ou sofrimento fetal).
Resumo
O erro na alternativa E reside na interpretação dos prazos: a OMS define prazos máximos (teto) para intervenção, e não prazos médios de ocorrência do parto.