Medicina Múltipla Escolha

Assinale a alternativa INCORRETA referente às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos cuidados intrapartos para uma experiência positiva da gestante.

Assinale a alternativa INCORRETA referente às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) dos cuidados intrapartos para uma experiência positiva da gestante.

  1. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por contrações uterinas dolorosas regulares, um grau substancial de apagamento cervical e dilatação cervical de 5 cm até a dilatação completa.
  2. A fase ativa do trabalho de parto usualmente não se estende, além de 12 horas no primeiro parto, e de 10 horas nos partos subsequentes.
  3. A taxa de dilatação cervical média de 1 cm/hora durante o primeiro estágio ativo, no primeiro parto (conforme linha de alerta do partograma), é bom preditor para identificar mulheres em risco de desfechos adversos no parto.
  4. A episiotomia seletiva é recomendada.
  5. A duração da segunda fase do trabalho de parto é variável, porém geralmente, no primeiro parto, o nascimento ocorre em 3 horas, enquanto nos partos subsequentes, o nascimento ocorre em 2 horas.

Resolução completa

Explicação passo a passo

E
Alternativa E

Resposta

Alternativa E - A duração da segunda fase do trabalho de parto é variável, porém geralmente, no primeiro parto, o nascimento ocorre em 3 horas, enquanto nos partos subsequentes, o nascimento ocorre em 2 horas.

Justificativa Didática

A questão solicita identificar a afirmação INCORRETA baseada nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre cuidados intrapartos. A alternativa E contém um erro conceitual fundamental ao confundir tempo médio com limite de intervenção.

Análise Detalhada

  • Erro na Alternativa E:
  • As diretrizes da OMS estabelecem que a segunda fase do parto (fase expulsiva) pode durar até 3 horas em nulíparas (primeiro parto) e até 2 horas em multíparas (partos subsequentes).
  • Essas cifras representam o limite máximo tolerável antes de se considerar a necessidade de avaliação para intervenção (como uso de fórceps ou cesárea), e não a duração "geral" ou média do processo.
  • Na prática clínica real, a duração média da segunda fase é significativamente menor (geralmente entre 30 minutos a 1 hora em nulíparas, e menos em multíparas). Dizer que "geralmente ocorre em 3 horas" é estatisticamente incorreto.
  • Correção das Outras Alternativas:
  • Alternativa A (Correta): Define a fase ativa. Embora a OMS recente (2018) sugira iniciar a fase ativa em 6 cm, a definição clássica e amplamente aceita em provas inclui o intervalo de 5 cm a 6 cm como início da fase ativa, caracterizado por contrações regulares e progressão.
  • Alternativa B (Correta): Refere-se aos limites de tempo para a fase ativa. Embora o modelo clássico de Friedman tenha sido revisado, a afirmação de que a fase ativa "usualmente não se estende além" desses períodos serve como um parâmetro de normalidade histórica e de segurança, indicando que tempos superiores podem requerer atenção.
  • Alternativa C (Correta): Descreve a lógica do Partograma de Alerta. A taxa de dilatação de 1 cm/hora é o padrão utilizado para traçar a linha de alerta; velocidades inferiores indicam risco de desfecho adverso (distócia).
  • Alternativa D (Correta): A OMS recomenda veementemente contra a episiotomia rotineira. A prática deve ser seletiva, ou seja, realizada apenas quando há indicação clínica clara (risco de laceração grave ou sofrimento fetal).

Resumo

O erro na alternativa E reside na interpretação dos prazos: a OMS define prazos máximos (teto) para intervenção, e não prazos médios de ocorrência do parto.

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