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A doença pulmonar obstrutiva crônica se caracteriza por limitação crônica ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível, sendo frequentemente progressiva e associada à resposta inflamatória pulmonar exacerbada. Podem ocorrer efeitos sistêmicos e os portadores da doença têm risco significativamente aumentado de

A doença pulmonar obstrutiva crônica se caracteriza por limitação crônica ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível, sendo frequentemente progressiva e associada à resposta inflamatória pulmonar exacerbada. Podem ocorrer efeitos sistêmicos e os portadores da doença têm risco significativamente aumentado de

  1. infarto agudo do miocárdio.
  2. hipotireoidismo.
  3. insuficiência renal.
  4. cirrose.
  5. colelitíase.

Resolução completa

Explicação passo a passo

A
Alternativa A

Alternativa A - Infarto agudo do miocárdio.

Análise da Questão

A questão aborda as complicações sistêmicas e comorbidades associadas à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Embora seja uma doença primariamente respiratória, a DPOC tem um impacto profundo no sistema cardiovascular.

Por que a Alternativa A está correta?

Existem três mecanismos principais que explicam o aumento do risco de infarto agudo do miocárdio em pacientes com DPOC:

  1. Inflamação Sistêmica: A DPOC não afeta apenas os pulmões. A resposta inflamatória exacerbada descrita no enunciado libera mediadores na corrente sanguínea que danificam os vasos sanguíneos (endotélio), acelerando a aterosclerose (entupimento das artérias).
  2. Hipóxia Crônica: A dificuldade de oxigenação do sangue força o coração a trabalhar mais intensamente para manter a perfusão de órgãos vitais. Isso aumenta a demanda de oxigênio pelo próprio músculo cardíaco, tornando-o mais suscetível a isquemias e infartos.
  3. Fatores de Risco Compartilhados: O principal fator de risco para ambas as doenças é o tabagismo, o que cria uma sobreposição epidemiológica significativa.

Estudos indicam que pacientes com DPOC têm risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), comparado à população geral.

Por que as outras alternativas são incorretas?

Embora todas sejam condições médicas graves, elas não possuem uma correlação direta e forte com a fisiopatologia da DPOC como as doenças cardiovasculares:

  • Hipotireoidismo (B): Não há relação direta entre a inflamação pulmonar obstrutiva e a função tireoidiana.
  • Insuficiência Renal (C): Embora existam casos de comprometimento renal devido a medicamentos ou hipoperfusão severa, não é a comorbidade de maior destaque estatístico.
  • Cirrose (D): Existe uma associação específica apenas em casos raros de deficiência de alfa-1 antitripsina (que causa enfisema e dano hepático), mas não é a regra geral para todos os portadores de DPOC.
  • Coleditiase (E): Pedras na vesícula biliar não são uma complicação sistêmica clássica da DPOC.

Conclusão

Portanto, a presença de efeitos sistêmicos na DPOC refere-se principalmente ao aumento do risco cardiovascular. A alternativa A é a única que reflete corretamente essa associação clínica estabelecida.

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