Análise da Questão
Alternativa A - Por considerar em seus registros apenas os acidentes com trabalhadores com vínculos diretos em seu CNPJ.
Introdução
Esta questão aborda um tema crucial na gestão de segurança e saúde no trabalho, especificamente dentro do complexo setor de Óleo e Gás. O setor é conhecido por apresentar riscos elevados e complexidade operacional. A pergunta foca na disparidade estatística entre os indicadores de segurança da empresa "donana" obra (contratante) e as empresas que executam o serviço (terceirizadas/quarteirizadas).
Desenvolvimento
Para entender a resposta correta, é necessário analisar como os dados de segurança são coletados e reportados nas grandes corporações:
- Separação Estatística: Muitas vezes, as grandes empresas mantêm métricas de segurança distintas para seus funcionários efetivos versus terceiros.
- Percepção de Risco: As atividades mais críticas e perigosas são frequentemente delegadas às empresas contratadas, mas os números oficiais podem não refletir esses acidentes se não houver integração total dos dados.
- Vínculo Trabalhista: O indicador acidentário (como a Taxa de Frequência de Acidentes) depende do número de trabalhadores considerados no denominador. Se a contratante conta apenas quem tem carteira assinada ou vínculo direto no seu CNPJ, ela exclui automaticamente os acidentes ocorridos com pessoal externo.
## Análise das Alternativas
- Alternativa A (Correta): Explica a discrepância numérica. Ao registrar apenas acidentes com vínculo direto, a empresa contratante apresenta um indicador artificialmente menor, pois os acidentes com terceirizados são contabilizados pelas próprias empresas terceirizadas ou ficam fora do escopo principal da estatística da contratante.
- Alternativa B (Incorreta): Afirma que terceirizados têm "excelentes medidas". Isso contradiz a premissa da questão, que diz que eles possuem maiores indicadores acidentários (mais acidentes).
- Alternativa C (Incorreta): O setor de óleo e gás é inerentemente perigoso. Dizer que há "poucos acidentes" é uma generalização falsa para um ambiente de alta tecnologia e risco químico/físico.
- Alternativa D (Incorreta): Se houvesse rigor no cumprimento de normas pelas empresas quarteirizadas, os índices de acidentes seriam menores, não maiores.
- Alternativa E (Incorreta): Embora programas de bônus existam, eles não explicam a diferença estrutural e sistêmica entre os indicadores da contratante e da cadeia de fornecedores. A causa raiz da diferença nos números é a forma de registro e a alocação de tarefas de alto risco.
Conclusão
A diferença nos indicadores acidentários deve-se principalmente à forma como as estatísticas são compiladas e à divisão de responsabilidades operacionais. Ao limitar seus registros aos próprios colaboradores, a empresa contratante mantém um índice de segurança mais baixo em comparação ao conjunto amplo que inclui todas as empresas terceirizadas atuantes no local.