A trajetória educacional de pessoas com surdez no Brasil foi historicamente marcada por abordagens, como o oralismo, que focavam exclusivamente na oralidade e negavam a Língua de Sinais, frequentemente resultando em insucesso escolar. Em resposta a essas limitações, o campo da Educação Especial consolidou a abordagem bilíngue, que reconhece a surdez como uma diferença linguística e cultural. Nessa perspectiva, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é assumida como primeira língua (L1), essencial para o desenvolvimento cognitivo e linguístico, e a Língua Portuguesa, preferencialmente escrita, como segunda língua (L2). A adoção do paradigma bilíngue impõe uma transformação estrutural e pedagógica na escola, pois a Libras deve ser a língua de instrução e mediação do conhecimento. Considerando a atuação complementar do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a articulação necessária com a classe comum, assinale a alternativa que descreve a implicação estrutural e a articulação profissional fundamental para garantir o acesso do aluno surdo ao conhecimento conceitual e sistematizado:
A trajetória educacional de pessoas com surdez no Brasil foi historicamente marcada por abordagens, como o oralismo, que focavam exclusivamente na oralidade e negavam a Língua de Sinais, frequentemente resultando em insucesso escolar. Em resposta a essas limitações, o campo da Educação Especial consolidou a abordagem bilíngue, que reconhece a surdez como uma diferença linguística e cultural. Nessa perspectiva, a Língua Brasileira de Sinais (Libras) é assumida como primeira língua (L1), essencial para o desenvolvimento cognitivo e linguístico, e a Língua Portuguesa, preferencialmente escrita, como segunda língua (L2). A adoção do paradigma bilíngue impõe uma transformação estrutural e pedagógica na escola, pois a Libras deve ser a língua de instrução e mediação do conhecimento. Considerando a atuação complementar do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a articulação necessária com a classe comum, assinale a alternativa que descreve a implicação estrutural e a articulação profissional fundamental para garantir o acesso do aluno surdo ao conhecimento conceitual e sistematizado:
- A priorização do ensino da Língua Portuguesa na modalidade oral, por meio da leitura labial, utilizando o Português Sinalizado (bimodalismo) como recurso auxiliar para a assimilação dos conceitos escolares.
- A exclusão da Língua Portuguesa do currículo do aluno surdo, focando o AEE exclusivamente no desenvolvimento da Libras, dado que a apropriação da L2 deve ser responsabilidade única do professor de Letras da classe comum.
- O tratamento da surdez como uma deficiência unicamente sensorial, exigindo que o AEE se restrinja à provisão de aparelhos auditivos e à orientação sobre o uso eficiente de resíduos auditivos.
- A delegação da responsabilidade total pelo ensino do conteúdo curricular ao Tradutor e Intérprete de Libras (TILS) na sala de aula comum, para que o professor regente se dedique somente aos alunos ouvintes.
- A atuação do professor do AEE na mediação e exploração complementar dos conteúdos curriculares da classe comum, utilizando a Libras como língua de instrução e garantindo a mediação comunicacional do TILS em sala de aula.