Medicina Múltipla Escolha

Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade. Considerando o quadro clínico apresentado, a conduta é:

Primigesta de 29 anos, com 41 semanas de gestação e pré-natal de risco habitual, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de rotina. Ela está preocupada com a duração da gravidez e deseja saber quais serão os próximos passos. A paciente está assintomática, relata movimentação fetal presente, e o exame físico está normal para a idade gestacional. Perfil biofísico fetal realizado há 1 dia encontra-se dentro da normalidade. Considerando o quadro clínico apresentado, a conduta é:

  1. Orientar repouso domiciliar, com planejamento da indução do parto após 42 semanas.
  2. Solicitar dopplervelocimetria obstétrica para avaliar o bem- estar fetal e planejar o manejo com base no resultado.
  3. Realizar amnioscopia para verificar a presença de mecônio no líquido amniótico e planejar o manejo com base no resultado.
  4. Solicitar perfil biofísico fetal e cardiotocografia a cada 2 a 3 dias e planejamento da indução do parto até 41 semanas e 6 dias.

Resolução completa

Explicação passo a passo

D
Alternativa D

Alternativa D

Fundamentação Teórica

Esta questão aborda o manejo de gestações que atingem as 41 semanas de idade gestacional, classificadas como pós-termo imediato. A abordagem clínica visa equilibrar o benefício de manter a gravidez versus os riscos aumentados de mortalidade fetal e complicações maternas.

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e consensos de Obstetrícia (como o do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e sociedades internacionais):

  • Risco: Após 41 semanas, ocorre um aumento progressivo no risco de óbito fetal, meconiação (sujo) no líquido amniótico, hipoglicemia neonatal e macrossomia.
  • Monitoramento: Recomenda-se intensificar o acompanhamento fetal. Isso inclui a realização de Cardiotocografia (CTG) e Perfil Biofísico Fetal (PBF) (ou medição do Índice de Líquido Amniótico) geralmente a cada 24 horas ou a cada 2 a 3 dias.
  • Indução: A conduta preconizada é realizar a indução do parto para evitar a evolução para o pós-termo tardio (> 42 semanas). O prazo limite ideal é induzir até completar 41 semanas e 6 dias.

Análise das Alternativas

  • (A) Repouso até 42 semanas: Incorreta. Esperar até 42 semanas completas expõe o feto a riscos desnecessários de morte súbita e sofrimento fetal agudo. A indução deve ocorrer antes desse marco.
  • (B) Dopplervelocimetria: Incorreta. O Doppler é reservado para situações específicas, como Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) ou doenças hipertensivas, não sendo o método de escolha para monitoramento de rotina em risco habitual.
  • (C) Amnioscopia: Incorreta. É um exame invasivo, com riscos de ruptura de membranas e infecção, e seu uso caiu em desuso frente à ultrassonografia e cardiotocografia menos invasivas.
  • (D) Monitoramento + Indução até 41+6: Correta. Alinha-se exatamente com a prática baseada em evidências para pacientes de risco habitual com 41 semanas, garantindo segurança fetal através de exames frequentes e evitando a permanência prolongada no útero.

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