Alternativa C - hematócrito > 50%
Análise da Questão
A questão aborda os critérios clínicos e laboratoriais para internação de pacientes com dengue, baseados nas diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil.
Critérios de Internação e Sinais de Alarme
A decisão de internar um paciente com dengue não depende de um único exame isolado, mas da avaliação global dos Sinais de Alarme e da gravidade do quadro.
Os principais critérios que indicam necessidade de atenção hospitalar imediata são:
- Hemoconcentração: Representada pelo aumento do hematócrito (geralmente > 45% em mulheres e > 50% em homens). Isso indica vazamento de plasma para os tecidos, precursor do choque hipovolêmico.
- Trombocitopenia: Queda significativa das plaquetas (geralmente < 100.000 células/mm³).
- Sintomas Clínicos: Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos de mucosas, sonolência ou irritabilidade.
Justificativa Didática
Vamos analisar cada alternativa para entender por que a Alternativa C é a correta:
- Alternativa C (Correta): O hematócrito > 50% é um sinal laboratorial clássico de hemoconcentração grave. Na dengue, o aumento do hematócrito indica que o paciente está perdendo plasma (parte líquida do sangue) para fora dos vasos sanguíneos. Esse quadro exige hidratação venosa agressiva e monitoramento em ambiente hospitalar para evitar o choque.
- Alternativa B (Incorreta na imagem): Embora a redução de plaquetas seja um sinal de alerta, o critério padrão para intervenção costuma ser < 100.000 células/mm³ associado ao aumento do hematócrito. Uma contagem de 80.000, isoladamente, sem sinais de alarme ou hemoconcentração, nem sempre impõe internação obrigatória, diferentemente do hematócrito elevado que sugere instabilidade hemodinâmica iminente.
- Alternativa A (Incorreta): A definição de choque hipovolêmico em dengue geralmente utiliza valores de pressão arterial sistólica < 90 mmHg ou pulso estreito. O valor de 100/50 mmHg pode ser considerado baixo, mas não é o critério definitivo de choque isoladamente.
- Alternativa D (Incorreta): Os grupos de maior risco são crianças menores de 2 anos e idosos maiores de 60 anos. Adultos jovens (menores de 25 anos) geralmente evoluem bem sem internação.
- Alternativa E (Incorreta): A obesidade é um fator de risco para complicações, mas não é um critério automático de internação sem a presença de sinais de alarme clínicos ou laboratoriais.
Observação: A imagem mostra a alternativa B selecionada, porém, sob a ótica técnica das diretrizes de saúde pública vigentes no Brasil, a alternativa C representa o critério mais robusto e específico para indicar a fase crítica e necessidade de internação devido ao risco de choque.