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Geral Dissertativa

Um cursor C de 200 g pode deslizar num aro circular em rotação em torno da vertical AB, a uma velocidade

Um cursor C de 200 g pode deslizar num aro circular em rotação em torno da vertical AB, a uma velocidade angular constante de 6 radianos por segundo. Determinar o valor mínimo do coeficiente de atrito estático aro-cursor para não haver deslizamento de C quando (a) θ=90°, (b) θ=75° e (c) θ=45°.
Indicar, em cada caso, o sentido do movimento iminente.

Dados:
m = 0,2 kg
ω = 6 rad/s
r = 0,6 m
at = 0
ar = rω² = 21,6 m/s²

Resolução completa

Explicação passo a passo

Abaixo está a resposta formatada com a mesma hierarquia de leitura do fluxo principal do Sapien IA.

Resumo da resposta

Introdução

O problema envolve um cursor em um aro circular rotativo com velocidade angular constante. O objetivo é encontrar o coeficiente mínimo de atrito estático para evitar deslizamento em diferentes ângulos θ.

Desenvolvimento

Dados:

  • Massa m = 0,2 kg
  • Velocidade angular ω = 6 rad/s
  • Raio r = 0,6 m
  • Aceleração radial ar = rω² = 21,6 m/s²
  • Aceleração tangencial at = 0 (velocidade constante)

Forças atuantes:

  • Peso (mg) para baixo
  • Normal (N) perpendicular ao aro
  • Atrito estático (f) tangencial ao aro

Análise

Caso (a) θ = 90°:

  • O cursor está na posição horizontal.
  • A normal N é radial (para o centro) e equilibra a força centrípeta: N = m·ar = 0,2 × 21,6 = 4,32 N.
  • O peso mg atua verticalmente para baixo. O atrito estático f deve equilibrar o peso para evitar deslizamento.
  • Para não haver deslizamento, f ≤ μN. Como f = mg, tem-se μ ≥ mg/N = (0,2×9,81)/4,32 ≈ 0,463.
  • Sentido do movimento iminente: O peso puxa o cursor para baixo, então o atrito deve atuar para cima (sentido contrário ao peso).

Caso (b) θ = 75°:

  • Decomponemos as forças nas direções radial e tangencial.
  • Equação radial: N - mg·cosθ = m·ar (a normal equilibra a componente radial do peso e a força centrípeta).
  • Equação tangencial: f + mg·sinθ = 0 (pois at = 0). O atrito deve atuar no sentido contrário à componente tangencial do peso.
  • Resolvendo: N = m·ar + mg·cosθ = 0,2×21,6 + 0,2×9,81×cos75° ≈ 4,32 + 0,506 ≈ 4,826 N.
  • f = mg·sinθ = 0,2×9,81×sin75° ≈ 1,89 N.
  • μ ≥ f/N ≈ 1,89/4,826 ≈ 0,392.
  • Sentido do movimento iminente: O peso tem componente tangencial para baixo (sentido horário ou anti-horário, dependendo da orientação). O atrito deve atuar no sentido oposto ao movimento iminente.

Caso (c) θ = 45°:

  • Equação radial: N - mg·cosθ = m·ar → N = m·ar + mg·cosθ = 0,2×21,6 + 0,2×9,81×cos45° ≈ 4,32 + 1,387 ≈ 5,707 N.
  • Equação tangencial: f + mg·sinθ = 0 → f = mg·sinθ = 0,2×9,81×sin45° ≈ 1,387 N.
  • μ ≥ f/N ≈ 1,387/5,707 ≈ 0,243.
  • Sentido do movimento iminente: Similar ao caso anterior, o atrito atua no sentido contrário à componente tangencial do peso.

Conclusão

Os valores mínimos de μ são:

  • (a) θ=90°: μ ≈ 0,463
  • (b) θ=75°: μ ≈ 0,392
  • (c) θ=45°: μ ≈ 0,243

Os cálculos do usuário para θ=75° e θ=45° estão incorretos porque não consideraram corretamente as equações de equilíbrio. O sentido do movimento iminente é sempre no sentido da componente tangencial do peso (para baixo no plano do aro).

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