Alternativa C - Atuar como o facilitador na adaptação da família para engajamento na reabilitação
Introdução
O cenário apresentado envolve um desafio comum em saúde: a adesão ao tratamento por parte da rede de apoio (família), especialmente quando se trata de pacientes adolescentes. A resistência familiar pode comprometer os resultados clínicos, exigindo uma postura profissional estratégica e humanizada.
Desenvolvimento
Na reabilitação, a família desempenha um papel fundamental no suporte diário. Quando há conflito ou resistência, o profissional de saúde deve adotar uma abordagem que vise a resolução do problema através da comunicação e negociação, e não através de imposição ou abandono.
A alternativa correta aponta para o papel de facilitador, que implica em ouvir as preocupações da família, entender as barreiras para a execução das orientações domiciliares e buscar soluções conjuntas que viabilizem o tratamento sem perder o foco nos objetivos clínicos.
Análise das Alternativas
- (A) Incorreta: A expulsão imediata dos familiares é uma medida punitiva e autoritária. Isso rompe a aliança terapêutica, aumenta a hostilidade e prejudica o vínculo necessário para o sucesso do tratamento.
- (B) Incorreta: Encerrar a sessão precocemente configura desistência do caso. O registro no prontuário é importante, mas não substitui a tentativa de resolver a situação clínica e comportamental.
- (C) Correta: Esta postura está alinhada com modelos bio-psico-sociais de cuidado. O profissional atua mediando conflitos, educando a família e adaptando as estratégias para garantir o engajamento ativo do paciente.
- (D) Incorreta: Alterar o protocolo para técnicas passivas apenas pela recusa da família compromete a eficácia da reabilitação. A evolução cinética depende, muitas vezes, da atividade ativa e da repetição dos exercícios prescritos.
- (E) Incorreta: Acionar a coordenação de promoção social é indicado apenas se houver suspeita de negligência grave ou risco à vida. Para simples resistência às orientações, a primeira ação deve ser a intervenção clínica direta e educativa.
Conclusao
A melhor conduta é a Alternativa C, pois foca na construção de uma parceria terapêutica. Ao facilitar a adaptação da família, o profissional aumenta a probabilidade de adesão ao tratamento e melhora o prognóstico do adolescente, transformando a resistência em colaboração.