Medicina Múltipla Escolha

Homem, 28 anos, ferido por arma branca em hemitórax esquerdo, chega à sala de trauma trazido pelo SAMU, com tubo orotraqueal em ventilação mecânica, com relato de estar bastante grave e com instabilidade hemodinâmica. Você identifica pulso presente e começa a avaliação primária do ATLS. FAST subxoifoide positivo para derrame pericárdico volumoso compatível com tamponamento. Nesse momento o médico do SAMU não identifica mais o pulso e anuncia parada cardiorrespiratória. Monitor com ritmo organizado (AESP); Sem sinais de lesões de via aérea; equipe e material disponíveis no pronto-socorro. Qual a próxima conduta imediata?

Homem, 28 anos, ferido por arma branca em hemitórax esquerdo, chega à sala de trauma trazido pelo SAMU, com tubo orotraqueal em ventilação mecânica, com relato de estar bastante grave e com instabilidade hemodinâmica. Você identifica pulso presente e começa a avaliação primária do ATLS. FAST subxoifoide positivo para derrame pericárdico volumoso compatível com tamponamento. Nesse momento o médico do SAMU não identifica mais o pulso e anuncia parada cardiorrespiratória. Monitor com ritmo organizado (AESP); Sem sinais de lesões de via aérea; equipe e material disponíveis no pronto-socorro. Qual a próxima conduta imediata?

  1. Iniciar RCP e transferir ao centro cirúrgico quando possível.
  2. Pericardiocentese por agulha à beira-leito.
  3. Toracotomia de reanimação com pericardiostomia e controle do sangramento.
  4. Intubação, cristalóide aquecido e aguardar retorno de circulação espontânea.

Resolução completa

Explicação passo a passo

C
Alternativa C

Alternativa C - Toracotomia de reanimação com pericardiectomia e controle do sangramento.

Diagnóstico Clínico

O caso descreve um cenário clássico de Parada Cardiovascular Traumática (PCT) secundária a Tamponamento Cardíaco.

  • Mecanismo: Trauma torácico contundente.
  • Sinal Chave: FAST positivo para derrame pericárdico (sangue comprimindo o coração).
  • Evolução: Instabilidade hemodinâmica que progrediu para parada cardíaca (ausência de pulso), mesmo com atividade elétrica organizada (AESP/PEA).

Por que a Toracotomia é a Conduta Ideal?

Em pacientes com trauma e suspeita de tamponamento cardíaco em parada ou pré-parada, o tratamento definitivo é a liberação mecânica da pressão intrapericárdica.

ProcedimentoVantagensDesvantagens no Contexto de Trauma
Toracotomia de Reanimação- Libera o sangue imediatamente.<br>- Permite massagem cardíaca interna.<br>- Possibilidade de controlar sangramentos internos.- Procedimento invasivo (necessário em parada).
Pericardiocentese (Agulha)- Mais simples e rápida tecnicamente.- Alta taxa de falha devido a coágulos sanguíneos.<br>- Risco de perfurar o miocárdio.<br>- Não controla sangramentos ativos.

Justificativa Didática

  1. Natureza da Obstrução: O tamponamento impede o enchimento diastólico do coração. Apenas liberar essa pressão permite que o ventrículo receba sangue novamente.
  2. Ineficácia da Agulha: Em traumas, o sangue dentro do saco pericárdico frequentemente está coagulado ("sangue coalhado"). Uma agulha comum não consegue drenar esse material sólido eficazmente, podendo levar a uma falsa sensação de segurança.
  3. Controle de Sangramento: A toracotomia permite identificar e controlar possíveis lesões vasculares associadas (como ruptura da artéria mamária interna ou veias cardíacas), algo que a punição com agulha não faz.
  4. Disponibilidade: O enunciado reforça que há "equipe e material disponíveis", indicando que não há barreiras logísticas para realizar o procedimento cirúrgico imediato.

Conclusão

A alternativa C é a correta porque a toracotomia de reanimação oferece a única chance real de sobrevivência imediata ao resolver tanto o tamponamento quanto eventuais sangramentos associados, sendo o padrão-ouro em casos selecionados de parada traumática com acesso rápido ao centro cirúrgico ou sala de emergência equipada.

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