Alternativa B - relativismo, evidenciado na convencionalidade das instituições políticas
Análise da Questão
O texto descreve características fundamentais dos Sofistas, grupo de pensadores gregos da segunda metade do século V a.C. que atuaram como professores itinerantes em Atenas.
Pontos-chave identificados no texto:
- "Defender, com a mesma habilidade, o pró e o contra": Isso indica que os sofistas priorizavam a eficácia do discurso e a persuasão sobre a busca pela verdade absoluta.
- "Conforme o entendimento de cada um": Reflete a postura relativista. Para os sofistas, não existia uma verdade única e objetiva; a realidade dependia da percepção individual.
Conceito Principal: Relativismo Sofista
A famosa frase de Protágoras resume essa visão: "O homem é a medida de todas as coisas". Isso significa que:
- Não existem verdades universais imutáveis.
- O que é verdadeiro ou justo depende de quem está julgando e da situação específica.
- As leis e instituições políticas (Nomos) são convenções humanas criadas para organizar a sociedade, e não mandamentos divinos ou naturais absolutos.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
| Alternativa | Motivo da Incorretitude |
|---|
| A | Refere-se a Platão (Teoria das Ideias e Reminiscência), que criticava os sofistas justamente por negarem a existência de verdades eternas como o "Bem". |
| C | Embora os sofistas falassem de virtude (aretê), associavam-na ao sucesso político e à persuasão. A visão de uma ética baseada na virtude como conhecimento é mais próxima de Sócrates. |
| D | A busca por conceitos universais e científicos reflete a tradição filosófica posterior ou dos Pré-Socráticos naturais, não o ceticismo dos sofistas. |
| E | Os sofistas eram antropocêntricos (focados no ser humano) e tendiam a separar a natureza humana das leis divinas, questionando a origem sobrenatural das normas. |
Conclusão
A alternativa B é a correta porque sintetiza a essência do pensamento sofista: a negação de verdades absolutas (relativismo) e a compreensão de que as regras sociais são construções humanas (convencionalidade), e não ordens fixas da natureza ou dos deuses.