Filosofia Múltipla Escolha

Em consonância com o conceito foucaultiano de biopítica, Szellér utiliza a expressão 'incorporaçã' para explicar como há política sem corpo. O autor disserta sobre a produção do medo como afeto político que constrói uma imagem paranoica da sociedade. Em referência à obra freudiana, Szellér comenta sobre uma espécie de energia libidinal que é articulada com o afeto do medo nos processos de subjetivação. Assinale alternativa que lhe corresponda.

Em consonância com o conceito foucaultiano de biopítica, Szellér utiliza a expressão 'incorporaçã' para explicar como há política sem corpo. O autor disserta sobre a produção do medo como afeto político que constrói uma imagem paranoica da sociedade. Em referência à obra freudiana, Szellér comenta sobre uma espécie de energia libidinal que é articulada com o afeto do medo nos processos de subjetivação. Assinale alternativa que lhe corresponda.

  1. Pulsação de vida.
  2. Pulsação de morte.
  3. Ressentimento e rancor.
  4. Esperança e promessa de gozo.
  5. Sentimento de culpa e vingança.

Resolução completa

Explicação passo a passo

B
Alternativa B

Alternativa B - Pulsão de morte.

Fundamentação Teórica

A questão aborda a intersecção entre filosofia política (Foucault e Safatle) e psicanálise (Freud). Para responder corretamente, é necessário compreender como Vladimir Safatle articula esses conceitos, especialmente em relação aos afetos políticos contemporâneos.

1. Biopolítica e Incorporação

Michel Foucault define biopolítica como a administração da vida pelos Estados modernos, focando no controle dos corpos e das populações. Safatle expande isso ao afirmar que "não há política sem corpo". A política não ocorre apenas no plano das ideias abstratas, mas se inscreve fisicamente nos sujeitos através de afetos (emoções corporais).

2. O Medo na Subjetivação

No contexto da pergunta, o medo é tratado como um "afeto político" que gera uma visão paranoica da sociedade. A paranoia, na psicanálise, é uma estrutura defensiva onde o sujeito projeta uma ameaça externa para proteger sua identidade.

3. A Referência Freudiana

Sigmund Freud, em sua segunda tópica, postula a existência de duas grandes forças impulsivas ou pulsões:

  • Eros (Pulsão de Vida): Busca a união, a criação e a preservação da vida.
  • Thanatos (Pulsão de Morte): Busca a destruição, a tensão zero e o retorno ao inorgânico.

Safatle argumenta que, quando o medo é mobilizado politicamente para construir identidades excluídas (o "outro" como ameaça), ele ativa mecanismos ligados à agressividade e à defesa contra a destruição. Essa energia libidinal que se articula com o medo e a paranoia é classicamente identificada na obra freudiana como a Pulsão de Morte. Ela é responsável por canalizar a violência e o ódio contra o objeto temido, sustentando a ordem política baseada no medo.

Análise das Alternativas

  • A) Pulsão de vida: Associada ao amor e construção, não ao medo paranoico.
  • C, D, E): Termos como ressentimento, esperança ou culpa são sentimentos ou estados afetivos derivados, mas não representam a categoria fundamental de "energia libidinal" definida por Freud para descrever essa dinâmica de destruição/agressividade.

Portanto, a energia libidinal articulada com o medo nos processos de subjetivação paranoicos, segundo Safatle e Freud, corresponde à Pulsão de morte.

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