Alternativa A
Introdução
Os Dispositivos Lógicos Programáveis (PLDs) são circuitos integrados cuja funcionalidade pode ser alterada pelo usuário após a fabricação. Dentro dessa categoria, o FPGA (Field-Programmable Gate Array) destaca-se pela sua alta flexibilidade e capacidade de implementação de sistemas complexos.
Desenvolvimento
Para responder corretamente, é preciso compreender a arquitetura interna típica de um FPGA. Diferente de circuitos digitais fixos, o FPGA constrói suas funções lógicas dinamicamente a partir de elementos básicos reutilizáveis. Essa construção se baseia principalmente em duas estruturas físicas:
- Lógica Configurável: Implementada através de Tabelas de Consulta (LUTs). Cada LUT funciona como uma pequena memória que armazena a tabela verdade de uma função booleana, permitindo configurar qualquer porta lógica básica.
- Interconexão: Realizada por Matrizes de Chaveamento. Estas são redes de conexões programáveis que permitem ligar as tabelas de consulta entre si e conectar o circuito aos pinos externos.
Análise das Alternativas
- Alternativa A (Correta): Descreve com precisão a arquitetura interna. As tabelas de consulta (LUTs) realizam a lógica e as matrizes de chaveamento realizam a conexão entre elas. Esta é a definição padrão da estrutura física de um FPGA em materiais técnicos.
- Alternativa B: Incorreta. Falar em transistores "pré-projetados" sugere um circuito fixo (como um ASIC), onde a função é definida fisicamente durante a fabricação, limitando a reconfiguração.
- Alternativa C: Menos precisa. Embora existam "células lógicas", a descrição de "bibliotecas de portas" remete mais ao nível de projeto de software (HDL) do que à característica física distintiva do hardware.
- Alternativa D: Incorreta. "Arranjo de portas" (Gate Array) é uma tecnologia distinta e geralmente menos flexível que o FPGA. O FPGA permite programar tanto a lógica quanto o roteamento completamente.
- Alternativa E: Incorreta. Esta opção descreve um sistema de aquisição de dados ou interface de sensores, não a definição do dispositivo lógico interno.
Conclusão
A alternativa A é a correta porque identifica os dois pilares tecnológicos que permitem a reconfigurabilidade do FPGA: a lógica baseada em memória (LUTs) e a interconexão programável (Matrizes de Chaveamento).