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Administração Dissertativa

Em uma empresa fabricante de produtos alimentícios que trabalha em 2 turnos de 8 horas x 22 dias/mês, com as paradas indicadas na Tabela abaixo: Calcular: Capacidade Nominal; Capacidade Efetiva; Capacidade Real; Eficiência; Utilização.

Em uma empresa fabricante de produtos alimentícios que trabalha em 2 turnos de 8 horas x 22 dias/mês, com as paradas indicadas na Tabela abaixo:

Calcular: Capacidade Nominal; Capacidade Efetiva; Capacidade Real; Eficiência; Utilização.

Resolução completa

Explicação passo a passo

Resumo da resposta

Esta é uma questão de cálculo de indicadores de desempenho operacional (geralmente associados à gestão da produção e OEE). Abaixo está o passo a passo detalhado para encontrar as respostas.

Introdução ao Problema

O objetivo é determinar quatro métricas de capacidade e dois índices de performance baseados no tempo disponível de trabalho e nas paradas registradas. Para resolver, precisamos primeiro calcular o total de horas disponíveis e somar os tempos de perda (paradas programadas e não programadas).

Desenvolvimento dos Cálculos

1. Cálculo da Capacidade Nominal ($CN$)

A capacidade nominal representa o tempo máximo teórico disponível para operação, sem considerar nenhuma parada ou manutenção.

$$ CN = \text{Turnos} \times \text{Horas por Turno} \times \text{Dias/Mês} $$

Substituindo os dados do enunciado:
$$ CN = 2 \times 8 \times 22 $$
$$ CN = 352 \text{ horas} $$

2. Cálculo das Paradas Programadas ($PP$)

Somamos todas as interrupções planejadas que reduzem a capacidade efetiva disponível.

Tipo de ParadaHoras
Setup25
Manutenção preventiva12,5
Manutenção preditiva5
Amostragem de qualidade4
Total Paradas Programadas46,5

3. Cálculo da Capacidade Efetiva ($CE$)

A capacidade efetiva é a capacidade nominal subtraindo as paradas programadas (manutenções e ajustes pré-definidos).

$$ CE = CN - PP $$
$$ CE = 352 - 46,5 $$
$$ CE = 305,5 \text{ horas} $$

4. Cálculo das Paradas Não Programadas ($PNP$)

Somamos as interrupções inesperadas ou indesejadas que afetam a capacidade real.

Tipo de ParadaHoras
Manutenção corretiva30
Falhas de Qualidade12,5
Falta de estoque4
Espera por equipamento2,5
Total Paradas Não Programadas49

5. Cálculo da Capacidade Real ($CR$)

A capacidade real é o que sobra após subtrair tanto as paradas programadas quanto as não programadas.

$$ CR = CE - PNP $$
$$ CR = 305,5 - 49 $$
$$ CR = 256,5 \text{ horas} $$

6. Cálculo da Utilização ($U$)

A utilização mede quão bem estamos usando o potencial máximo disponível.

$$ U = \frac{CR}{CN} $$
$$ U = \frac{256,5}{352} \approx 0,7287 $$
$$ U = 72,87\% $$

7. Cálculo da Eficiência ($E$)

A eficiência mede o desempenho em relação ao que estava planejado para estar disponível (capacidade efetiva).

$$ E = \frac{CR}{CE} $$
$$ E = \frac{256,5}{305,5} \approx 0,8396 $$
$$ E = 83,96\% $$

Análise

Para entender melhor a lógica utilizada:

  • Capacidade Nominal: É o teto máximo de horas trabalháveis (sem perder nada).
  • Capacidade Efetiva: Considera que sabíamos que teríamos paradas de manutenção e setup; é o tempo "limpo" antes de imprevistos.
  • Capacidade Real: É o tempo efetivamente produtivo disponível após todos os problemas (imprevistos + planejados).
  • Utilização: Responde "Está operando bem em relação ao calendário?".
  • Eficiência: Responde "Estamos performando bem em relação ao nosso planejamento de disponibilidade?".

Conclusão

Os resultados finais calculados são:

  • Capacidade Nominal: 352 horas
  • Capacidade Efetiva: 305,5 horas
  • Capacidade Real: 256,5 horas
  • Eficiência: 83,96%
  • Utilização: 72,87%

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